LIVRO DE RECLAMAÇÕES

 

COMPTE_BLOGOF estacoesdaalma : ESTAÇÕES DA ALMA, LIVRO DE RECLAMAÇÕES

 

Dizem que está escrita...

Que há uma mão infinita

Que não treme, nem se agita,

Quando decide a desdita.



Dizem que pouco podemos

Que é destino, são segredos

De uma força que não vemos

E eu pergunto: merecemos?

 

Dizem que chega a ser ridícula,

Que não passa de uma gotícula

Que é uma vontade minúscula

Perante obra tão esdrúxula.

 

Se assim é, pergunto ao autor,

Sem querer parecer ingrata,

Se não pode fazer-me o favor

De escrever no meu caso uma errata

 

É que já vou achando cruel

Este meu secundário papel

Já se me vai esgotando o sorriso

E a esperança no tal paraíso.

 

Não quero parecer esquisita

Talvez nem tenha jeito para a escrita

Mas qualquer leitor desanima

Perante tão fraca "obra-prima".

 

Por isso, não me levem a mal

Por LHE pedir esta emenda

Mas prefiro uma vida banal

Do que esta dor por encomenda.

 

 BY RAQUEL

 

Monday 27 September 2010 15:25 , em POESIAS


TEMPESTADES...

Rodamoinhos de palavras,
Tornado de pontuações,
Ventania de frases,
Estrofes com colisões.

Tempestades da alma,
Chuvarada de sentimentos,
Garoa de ternura,
Brisa de pensamentos.

Constroem-se em ventos,
Que aos poucos vai juntando,
Como folhas de palavras, 
Seguindo o pensamento.

Quando vem a tormenta,
Logo aparece a confusão,
Tudo bem rapidamente,
Parecendo um tufão.

 

Paloma

 

Thursday 16 September 2010 04:44 , em POESIAS


O HOMEM - ROBERTO CARLOS

Wednesday 25 August 2010 14:55 , em VÍDEOS


LAMENTO DE UMA POESIA SEM AMOR



Quantos beijos
Habitam em meus lábios
Em silêncio devoto de amor!

Quantos olhares
Olhando a distância
Num resto de esperança
De te ver perto de mim...

Quantos medos
Causaram esta indiferença
Afastando-me da tua presença...

Quanta solidão
Permite em comoção
Esta lágrima que chora por ti!

Quanto amor sem rumo
Trilha num caminho estreito
Lado a lado do peito
Feito desejo sem beijo
Da tua boca...

Quantas noites
Quantas luas se repetem
Para que meus dias te esperem...

Quantos sonhos dormidos
Abraçados no teu corpo
E eu aqui sozinha
Bebendo cálices de lágrimas
Olhando a madrugada
Que sem dormir me faz companhia...

Quanta poesia aleatória
Sem destino
Guarda o poeta
Para um amor desconhecido...

Um livro folheado
Nunca declarado
Ao teu ouvido...

Odes sopradas lá fora
Te procuram em pensamento
Por onde andarás amor
Sem minha poesia!

Quantos versos escritos pra ti
Hoje no passado
Guardados de saudades tua...

Quantas lembranças
Em páginas amareladas
Pelos cantos da alma
Sem serem lidas por ti
Porque ali permanecem abandonadas...

Quantas vezes
Li e reli a palavra amor
Sem ouvir que me amavas
Pra quem tantos versos
O coração pronuncia
Se nunca leu
O que pra ti ele escreveu
Com tanto amor!

Quantas vezes
Terei que me questionar
Porque ainda te escrevo
Se a resposta anda solitária comigo...

Sei que ainda escrevo
Porque sou poeta
Que sobrevive de poesia
Quem sabe um dia
Alguém pra te me envia
E eu sem saber te acaricio
E tenha significado tanta poesia
Nesse lamento de amor!
Regilene R. Neves

Wednesday 25 August 2010 14:47 , em POESIAS


O sem nome...

o sem nome
não tem olhos, mas vê
não tem pés, mas caminha
não é mago, mas adivinha
não tem boca, mas come.

o sem nome
será um sujeito, um predicado
uma oração sem aposto
qual será a cor do seu rosto?

será um ovni, um asteróide,
o super-homem?

um substantivo, um verbo
um pronome?

por certo não se trata
de um artigo qualquer.
   
o sem nome
não sabe o que quer
uma flor que se consome
no olhar de uma mulher.

O sem nome é um risco
um salto no abismo
Será Judas, Jesus ou Prometeu?
Uma maçã no meio do paraíso
A Eva que Adão comeu.
 
o sem nome
é ouro, mas não reluz 
uma miragem no deserto
um sol de costas para a cruz.
 
O sem nome
É o rei do vai-e-vem
Sem nada ter, tudo tem.
 
é algo assim que ninguém imaginaria
um mar,um jardim, uma floresta
um lugar onde nem o vento passaria.
 
o sem nome
entra sem bater
é um querer sem querer
sem nada pedir, por  favor,
o nome do sem nome
é o amor.

 

chico Castro

 

Wednesday 25 August 2010 14:39 , em POESIAS


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