
Dizem que está escrita...
Que há uma mão infinita
Que não treme, nem se agita,
Quando decide a desdita.
Dizem que pouco podemos
Que é destino, são segredos
De uma força que não vemos
E eu pergunto: merecemos?
Dizem que chega a ser ridícula,
Que não passa de uma gotícula
Que é uma vontade minúscula
Perante obra tão esdrúxula.
Se assim é, pergunto ao autor,
Sem querer parecer ingrata,
Se não pode fazer-me o favor
De escrever no meu caso uma errata
É que já vou achando cruel
Este meu secundário papel
Já se me vai esgotando o sorriso
E a esperança no tal paraíso.
Não quero parecer esquisita
Talvez nem tenha jeito para a escrita
Mas qualquer leitor desanima
Perante tão fraca "obra-prima".
Por isso, não me levem a mal
Por LHE pedir esta emenda
Mas prefiro uma vida banal
Do que esta dor por encomenda.
BY RAQUEL



TEMPESTADES...
O HOMEM - ROBERTO CARLOS
LAMENTO DE UMA POESIA SEM AMOR
O sem nome...
















